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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os escândalos e a Bíblia

Somos todos os dias bombardeados com escândalos e mais escândalos: na esfera política, empresarial e até eclesial. Quase que já perdemos a nossa capacidade de indignação e de denúncia. Mas o que é que a Bíblia diz sobre esta realidade tida numa perspectiva geral? Em primeiro lugar não nos devemos surpreender que as pessoas se comportem mal: conhecemos as nossas próprias fraquezas e os demais não são diferentes de nós. As pessoas comportam-se de um modo escandaloso devido ao pecado que deriva de uma incapacidade de colocarem o amor acima do egoísmo.

Depois, a Igreja, como o Novo Israel que é, sempre teve, tem e terá os seus detractores que, por serem frequentemente incapazes de arguirem positivamente contra nós, optam, consciente ou inconscientemente e tal como Cristo predisse que aconteceria, por agirem precisamente contra o que ela advoga. E fazem-no sem se aperceberem que, ao o fazerem, estão a enveredar por um caminho de desumanização pessoal e social.

Finalmente, Deus opera, pontual e ocasionalmente, para purificar a sua Igreja, através de mais ou menos intensas sessões de quimioterapia, em que o químico usado é precisamente a visibilidade forçada de alguns actos indecorosos dos seus membros. Deus na Bíblia, com efeito, serve-se frequentemente dos arautos da denúncia para forçar Israel a encarar, finalmente, os problemas que tinha entre mãos e que tentava, a todo o custo, ignorar ou varrer pateticamente para debaixo da carpete.

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