Decorre no Vaticano, por estes dias, um sínodo dedicado à delicada situação dos Cristãos no Médio Oriente. Eis mais um facto que raramente, se é que alguma vez, faz os escaparates dos media neste país moderado que se chama Portugal. E contudo, sob a pressão de uma máquina bem oleada de intolerância e legislação daquela derivada, este trata-se de um dos mais angustiosos, para todos aqueles que acreditam em valores como a liberdade de consciência e de religião, dos mais dolorosos eventos a nível mundial. E isto desde uma Turquia que impede a formação religiosa de novos sacerdotes em seu território, até uma Arábia Saudita que pratica uma das mais tenebrosas formas de apartheid religioso, passando por um Egipto onde quem se afirma Cristão pode até perder os direitos de cidadania.
Não há, de facto, como esconder que ser Cristão naquelas coordenadas é viver com o pescoço numa guilhotina discricionária. Mas mais uma vez os media preferem falar do que ainda era apenas uma lamentável eventualidade, do que daquilo que é uma mais lamentável certeza. Preferem, ainda hoje, silenciar as violentas deportações e genocídios de Cristãos e dar voz apenas à, tantas vezes auto-provocada, refugianização de crentes de outras religiões. Também por estes nossos irmãos, que vivem no meio de uma cada vez mais feroz nova-Babilónia de todos os deuses, devemos elevar as nossas preces ao nosso Pai comum e dar-lhes as nossas disponibilidades criativas como modo de não sermos coniventes com o perpetuar daquele mutismo.
Não há, de facto, como esconder que ser Cristão naquelas coordenadas é viver com o pescoço numa guilhotina discricionária. Mas mais uma vez os media preferem falar do que ainda era apenas uma lamentável eventualidade, do que daquilo que é uma mais lamentável certeza. Preferem, ainda hoje, silenciar as violentas deportações e genocídios de Cristãos e dar voz apenas à, tantas vezes auto-provocada, refugianização de crentes de outras religiões. Também por estes nossos irmãos, que vivem no meio de uma cada vez mais feroz nova-Babilónia de todos os deuses, devemos elevar as nossas preces ao nosso Pai comum e dar-lhes as nossas disponibilidades criativas como modo de não sermos coniventes com o perpetuar daquele mutismo.

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