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sábado, 9 de outubro de 2010

A lealdade racional do Catolicismo

Por vezes perguntam-nos, a nós Católicos, os motivos de o sermos como se isso fosse um estranho fenómeno cada vez mais raro, sobretudo porque pressupõe-se que isso comporta um prescindir da racionaldiade. Mas nada de mais errado: como Católicos somos pessoas sempre chamadas a projectar o nosso intelecto no debate dentro e fora da Igreja. O rigor e a lealdade não são mutuamente exclusivos.

A lealdade pressupõe, com efeito, aquela disposição, caso contrário seria um assentimento acrítico e indigno do valor da pessoa humana, a qual requer que, juntamente com a disponibilidade para se pôr a razão a operar, se deixe aberta a possibilidade de se ser surpreendido até com as suas próprias conclusões. O Catolicismo é um assentimento racional leal. Caso contrário converte-se numa falsa lealdade de dentes cerrados e punhos encrespados que levaria ao fanatismo que vemos noutras religiões ou, então, num intelectualismo encerrado no próprio egocentrismo.

Par se evitarem estes extremos danosos - ou seja, o cinismo e a complacência desmedida que se fecha ao mistério do Amor - deve-se insistir numa evangelização que promova uma lealdade que realce a aplicação da razão para que o seu valor seja ponderado e vice-versa. Quando o intelectualismo sadio e a lealdade adulta se abrem mutuamente um à outra, a compreensão é alargada e enriquecida e está-se, finalmente, capacitado a dar as razões da nossa esperança.

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