Parece que, usualmente, não pensamos que esta viva perecível, por o ser, não é o tudo a que estamos chamados. A nossa meta definitiva, não sendo inseparável do que na caducidade logramos, não se confunde com isso, mas projecta-se para um mais além que se encontra na própria vida de Deus. Esta vida é como uma longa gestação em que devemos aprender a conviver no seio de Quem, se agora nos sustenta, também nos educará quando para Ele nascermos plenamente.
A morte, esse elemento tão natural e refrescante como o beber da mais fresca e cristalina água, é esse parto absolutamente certo. Contudo, frequentemente, esquecemos que teremos, um dia, que sair do ambiente em que nos encontramos actualmente. Embebidos nos afazeres de uma existência tão complexa, perdemos a noção de que devemos estar vigilantes às texturas da existência para nos preparamos para a hora em que tivermos, por vezes em circunstâncias inesperadas, que começar a berrar a plenos pulmões por apenas podermos respirar a atmosfera de Deus: o amor.Estar vigilante não é estar obcecado com o que fazemos ou devíamos ter feito: é estar com os olhos postos nas impressões divinas que a nós advêm diariamente como sinais de transito no meio de uma viagem. É pôr, com essa força que nos alenta que é a esperança, os olhos nos alertas que continuamente nos recordam que somos mais do que parecemos ser. E que, assim, devemos projectar a nossa existência para um mais de sentido que um dia até nós virá.
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