Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Liberdade, fraternidade e igualdade

Ontem celebrou-se em Portugal o centenário da implementação da República. Muito poderia ser dito sobre esse evento, mas gostaria de aqui deixar umas palavras sobre o estranho caso de membros de todo o espectro político português, inclusive os que na sua história manifestaram menos proximidade prática a esses princípios, terem reclamado para si o serem defensores dos valores da liberdade, fraternidade e igualdade. Mas de onde vêm estes valores?

A tentação daqueles talvez fosse dizer que eles decorrem da Revolução Francesa que, como sabemos, camuflou, sob aqueles, os mais bárbaros actos punitivos dos que não se desejavam considerar como iguais, irmãos e co-livres. Mas será isso assim? Teriam esses valores surgido num qualquer contexto ambiental apartado de um horizonte judaico-cristão que possibilitasse a sua valorização e afirmação? Teriam eles, por exemplo, surgido em quadrantes onde outras religiões são mais representativas?

Talvez a evidência de isso nunca ter ocorrido nos dê uma pista para as respostas correctas àquelas interrogações. Com efeito, e apesar de evidências históricas inegáveis de casos em que se esqueceu, sob distintas pressões, estes fundamentos e assim se negou a própria identidade, a afirmação da liberdade, da fraternidade e da igualdade são, originalmente, uma  das mais profundas e genuínas marcas do Cristianismo. Basta ler, por exemplo, Lucas 22,32; Gálatas 5,13 e Gálatas 3,27-28.

Sem comentários: