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sábado, 2 de outubro de 2010

Ah... é isso a ciência...

Viramos a página de qualquer jornal, ou saltamos desta para aquela estação televisiva e ali temos a ciência a ser exultada sem que se considere o facto de que ela apenas pode falar sobre o que é material e mensurável e, assim, não apresenta senão uma visão parcial da realidade. Há imensas coisas que não podem ser medidas e são inequivocamente reais com efeitos absolutamente visíveis: a simpatia, a disponibilidade, a humildade, a justiça, etc. Jamais a ciência os poderá pôr numa balança ou numa pipeta graduada por mais sensíveis que estas sejam.

O mesmo se passa com Deus: a sua "existência" está mais além da esfera da ciência e não o podemos ver em si, embora, como Cristãos, creiamos que podemos experimentar os efeitos da sua "existência". Mas sejamos honestos: isso não prova, por si só, a realidade do Deus Cristão, mas apenas a realidade de um Ser transcendente. Do mesmo modo a ciência, se desejar ser honesta com o que é, não pode efectuar pronunciamentos que vão mais além do seu âmbito de competências como, por exemplo, sobre a "existência," ou não, de Deus.

Claro que a pessoa que é um cientista pode fazer tais asseverações, mas não mais a partir da sua dimensão de cientista, mas de filósofo ou teólogo. Mas será competente para o fazer? A maior parte das vezes não, mas o consumidor comum de noticias avulsas não se apercebe desse facto e, assim, acolhe acriticamente aquelas afirmações, desprovidas de consistência, unicamente por serem emitidas por "cientistas de renome". E isso é verdadeiramente preocupante, pois acabamos por criar uma cosmovisão amputada da realidade.

2 comentários:

Anónimo disse...

E amplificadas pelos jornalistas dos nossos dias, educados para a reprodução acrítica de seja que idiotice for, desde que questione os fundamentos do catolicismo. Ou seja o que for do catolicismo, desde que o questione e pareça embaraçar.

Alexandre Freire Duarte disse...

Sim, é verdade. Uma vontade de menosprezar e vilipendiar que merecia uma apreciação séria por profissionais da saúde mental. Algum complexo adolescente ainda não superado? Talvez o complexo da "Bruxa do não"? Ou, como se soube recentemente nos USA, uma valente maquia de dinheiro a ser injectada em certos media para denegrir o Catolicismo? Por vezes as "teorias" ditas "de conspiração" são menos assustadoras do que a realidade.