Pesquisar neste blogue

domingo, 24 de outubro de 2010

O bullying e a atenção aos pequeninos

Ali estava Jesus, atento e disponível, a dar todo o seu tempo àqueles pequeninos que queriam estar perto dele. As crianças têm dessas coisas: parecem intuir quem é um coração verdadeiramente bondoso e generoso. Mas hoje parece que não se deseja estar atento a elas e camufla-se um flagelo com o qual quase todos já nos deparamos: o bullying. Aqui fica, a partir de uma leitura bíblica do que é esse fenómeno, a denúncia de alguns mitos associados a ele.


1) O bullying não é facilmente observável: a maldade é, apesar de até querer buscar a visibilidade, cobarde e medrosa; 2) Os agressores não são facilmente identificáveis: o mal, socialmente inteligente como é, é um talentoso camaleão que mistura a maior agressividade psicológica com a mais angelical pose; 3) Os agressores não são impopulares e não têm baixa auto-estima: ser agressivo dá recompensas sociais notáveis: atenção, "carisma", mais "amigos" e poder.

4) Os nossos filhos também podem enveredar pelo bullying: a agressão não é, apesar de tudo, o pior problema; a sua negação é-o; 5) O bullying não é um problema isolado: é uma consequência não só de uma natureza humana ferida na sua capacidade de encontrar o caminho para o bem, mas igualmente do meio ambiente conscientemente falso, agressivo, prepotente, arrogante que grassa nas sociedades que perderam o "norte" dos valores orientadores. Mais ainda numa sociedade, também como a nossa, que já incorpora vizinhos e conhecidos que crescem com uma axiologia totalmente diferente da que nasceu à luz dos "10 mandamentos" e do "Sermão da Montanha".

Sem comentários: