Apenas algumas palavras a partir da perspectiva da Igreja Católica que irão, talvez, contra o pensamento comum acerca dos exames pré-natais tão em voga nos dias de hoje. Mas antes algumas notas mais abrangentes: 1) toda a ciência é, por si mesma, neutra do ponto de vista da fé: só o uso concreto da mesma pode ter um mais positivo ou negativo peso moral; 2) os limites morais apontados pela Igreja devem ser aceites com liberdade do mesmo modo que se aceita a advertência a não se atirar sem protecção de um prédio de 20 andares, caso contrário poderão ser mais prejudiciais do que positivos.
Dito isto, aqui ficam aquelas palavras: a) toda a vida humana com um maior ou menor grau de consciência, ou com potencial para se o vir a tornar, tem valor e valor infinito; b) ninguém deve ser obrigado, por pessoal médico, a tomar decisões capitais num espaço de 2 ou 3 dias; c) lembrar, sempre, que aqueles diagnósticos, apesar de tudo, não são 100% certos; d) as diminuições nunca são tão terríveis quão nós, no nosso mundo insistente no ultra-perfeccionismo, pensamos a quente; e) para quem tem fé Cristã, elas também devem ser ponderadas a partir das mais básicas verdades Cristãs e não apenas da perspectiva mundana que repudia totalmente a ocorrência central do Cristianismo: a Cruz de amor; f) as diminuições nunca são questões de "ou tudo ou nada"; g) a vida, enfim, não é sempre o que parece e, como aquela Cruz mostra, Deus tem uma predilecção absoluta por aqueles a quem o mundo despreza... estamos por este ou por aqueles?

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