Apresento hoje, na secção desde blog dedicada a alguns livros que eu considero como essenciais para uma mínima biblioteca Cristã para se viver a fé com coragem e formação, um primeiro livro de um autor português: o padre Peter Stilweel, professor de teologia na Universidade Católica Portuguesa e director, a esta data, da faculdade de teologia desta no pólo de Lisboa. Refiro-me a O meu primeiro Jesus.
Trata-se de uma pequena mas incrivelmente deliciosa obra que, de um modo assaz original, deseja apresentar a figura de Jesus Cristo sob a perspectiva de um conjunto de pequenas estórias baseadas em algumas histórias do Novo Testamento. Há primeira vista parecem narrações inocentes e quase que inconsequentes, mas na realidade são muito mais do que isso. De facto, são breves mas penetrantes relatos que, com uma subtil capacidade de reverberação psicológica, desejam muito mais suscitar questões do que apresentar soluções imediatas sobre Jesus. E é a partir destas questões que se pode construir uma mínima figura de Jesus Cristo através do que é dito igualmente mediante a referência a figuras como, por exemplo, o jovem que fugiu nú do Jardim das Oliveiras, Simão o Leproso, a mulher que parte um frasco de bálsamo, Maria, o jovem rico.
Construído a partir do relato da paixão, morte e ressurreição de Jesus, trata-se um texto que lança sólidas raízes na própria concepção bíblica de "evangelho", isto é, de boa nova, mas recuperando a dinâmica própria da literatura epistolar que também encontramos no Novo Testamento. Também isto conduz a uma leitura agradável de um texto composto numa linguagem familiar que faz tocar as campainhas do "déjà vue" apenas para fazer desentranhar o espanto pela surpresa contínua que salta de cada página. De cada página que compõem uma história que está prenhe do desejo de poder fazer reviver o que levou à própria composição do Novo Testamento: o ser contada e recitada, de crente em crente, de alma amante a alma amante.
Construído a partir do relato da paixão, morte e ressurreição de Jesus, trata-se um texto que lança sólidas raízes na própria concepção bíblica de "evangelho", isto é, de boa nova, mas recuperando a dinâmica própria da literatura epistolar que também encontramos no Novo Testamento. Também isto conduz a uma leitura agradável de um texto composto numa linguagem familiar que faz tocar as campainhas do "déjà vue" apenas para fazer desentranhar o espanto pela surpresa contínua que salta de cada página. De cada página que compõem uma história que está prenhe do desejo de poder fazer reviver o que levou à própria composição do Novo Testamento: o ser contada e recitada, de crente em crente, de alma amante a alma amante.

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