A moda. Estar na moda. Estar um "brinquinho" para poder cair no gosto daqueles que nos avaliam pelo exterior. Saber como se comportar com os gestos e os trejeitos para não denunciar os desequilíbrios pessoais que possuímos. Eis os traços de uma sociedade toda ela preocupada com as aparências e não com a autenticidade. Basta ver os nossos políticos sempre mais preocupados em terem como colaboradores indivíduos especializados em cuidar da sua imagem do que peritos honestos nos mais diversos quadrantes da vida social.
Ocorre, porém, que se se desejar ser construtores do mundo, de um mundo mais sólido e menos assolado pelos ventos que giram e rodopiam continuamente de pontos cardeais diferentes, o essencial é ter uma estrutura interior bem organizada e sólida para se poder deixar transparecer o que se é. A transparência devia, com efeito, ser um valor bem valorizado neste contexto de edificação de um mundo mais humano. Ela é o sinal de uma existência autentica e verdadeira; uma existência não balcanizada ou compartimentada, mas toda ela suspensa numa transcendência que nos catapulta para os valores mais elevados. Aqueles que humanizam.

2 comentários:
Gostei imenso de ler estas palavras. Obrigado: disse o que eu pensava mas não sabia como expressar. Libertou-me.
Obrigado amiga Carlota. O seu comentário parece-me muito sincero. Estimo o melhor para si.
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