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domingo, 26 de setembro de 2010

Teólogos (4) | Romano Guardini

Hoje apresento, na secção dedicada aos teólogos cristãos, o escritor ítalo-germano Romano Guardini, tornado famoso, ao longo de quase todo o século XX, através de obras absolutamente memoráveis como “Vom Geist der Liturgie” e “Der Herr”.


Capaz de elaborar estudos verdadeiramente poderosos em temas tão tradicionais quão desafiantes, foi sempre alguém que tentou conjugar a teologia com o pensamento moderno e contemporâneo mediante profundos diálogos com as posições de autores como Pascal, Kierkegaard e Nietzsche. Também por isso, o seu contributo para a mensagem do Vaticano II é inquestionável. Pessoa afável e simultaneamente exigente, foi sempre admirado pelos seus contributos para a teologia, o ecumenismo, a vida espiritual, a filosofia, a pedagogia e a arte, facto pelo qual não é de admirar que entre os seus seguidores encontremos nomes tão significativos como Karl Rahner e Joseph Ratzinger.

Sendo o seu pensamento inseparável da sua acção pastoral e da sua vida interior, todo ele é de uma extrema humildade e simplicidade, a mesma simplicidade e humildade que o fizeram recusar o cardinalato poucos anos antes de falecer. A sua vida foi, de facto, não uma ânsia de tudo perscrutar no âmbito da teologia, mas de aclarar e de decifrar, a realidade Cristã no seu conjunto dentro do horizonte inseparável em que esta se encontra: a realidade como um todo, a realidade como meio de encontro com Deus, com os outros e consigo de um modo equilibrado e criativo.

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