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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

As fortes mulheres

Não, não e não. As mulheres não são o "sexo fraco"; antes pelo contrário. Todos o sabemos, mas raramente o mostramos. Quão mais fortes elas são, e forem, mais humana é a sociedade e a civilização em que vivem. Mostre-se, de facto, como são tratadas as mulheres num dado local e poder-se-á ver quão nobre é a matriz social desse micro-mundo.

Na Bíblia a mulher é um pedacinho de Deus para o homem - e vice-versa, deve-se dizer ainda que isso seja menos evidente - e, por ser um caminho para o conhecimento do divino, é tratada de um modo muitíssimo complexo: digna dos maiores cuidados, dos maiores louvores e atenções é, igual e frequentemente, posta num local de invisibilidade, de santidade transbordante que, quando pervertida, se torna, algumas vezes, num espelho do que de menos santo existe.

Invisível, sem dúvida, não para a proteger, nem para proteger os homens, mas para ocultar, aos olhos dos menos preparados, aquela "kabod" ("beleza") e aquela "kadosh" ("santidade"), ou seja, o espelho do resplendor de Deus. Jesus reconhece isso e disso faz eco sem temor nem receio: vive com elas, come com elas, confia nelas, apoia-se nelas e prolonga a sua missão nelas. Contudo, pessoas menos humanizadas de todas as coordenadas históricas, ignorando o motivo daquela preocupação divina, absolutizaram a invisibilidade elevando-a a um patamar descristianizado, desumanizado. Não o sabemos igualmente todos?

1 comentário:

Anónimo disse...

As fortes mulheres. Um título muito sugestivo. Por detrás dos grandes homens há sempre uma grande mulher.