Na Bíblia a mulher é um pedacinho de Deus para o homem - e vice-versa, deve-se dizer ainda que isso seja menos evidente - e, por ser um caminho para o conhecimento do divino, é tratada de um modo muitíssimo complexo: digna dos maiores cuidados, dos maiores louvores e atenções é, igual e frequentemente, posta num local de invisibilidade, de santidade transbordante que, quando pervertida, se torna, algumas vezes, num espelho do que de menos santo existe.
Invisível, sem dúvida, não para a proteger, nem para proteger os homens, mas para ocultar, aos olhos dos menos preparados, aquela "kabod" ("beleza") e aquela "kadosh" ("santidade"), ou seja, o espelho do resplendor de Deus. Jesus reconhece isso e disso faz eco sem temor nem receio: vive com elas, come com elas, confia nelas, apoia-se nelas e prolonga a sua missão nelas. Contudo, pessoas menos humanizadas de todas as coordenadas históricas, ignorando o motivo daquela preocupação divina, absolutizaram a invisibilidade elevando-a a um patamar descristianizado, desumanizado. Não o sabemos igualmente todos?
1 comentário:
As fortes mulheres. Um título muito sugestivo. Por detrás dos grandes homens há sempre uma grande mulher.
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