Hoje deixo aqui, com entusiasmo, um livro recente de Robert J. Spitzer chamado New Proofs for the Existence of God: Contributions of Contemporary Physics and Philosophy. Num contexto de uma crescente popularidade de certos livros escritos por gurus do agnosticismo e ateísmo, esta obra trata-se de uma patente demonstração, que aqueles desejam sistematicamente ignorar, de todas as evidências que se avolumam, a partir dos dados da própria ciência, para a existência de um Deus Criador.
Desde a assimetria universal do espaço-tempo às coincidências, nada prováveis, do leque das constantes cósmicas, o autor, um sacerdote da Companhia de Jesus, redige uma obra de leitura surpreendentemente agradável, sem nunca incorrer na tentação de arguir que o que refere é de uma evidência apodíctica, antes dizendo, com a humildade que a ciência exige, que tudo o que apresenta indicia mais a existência de um ser transcendente do que a sua inexistência. Recorrendo também ao contributo epistemológico de Bernard Lonergan, a obra apresenta uma fundação muito boa para a construção de uma estrutura intelectual para conseguir, na sequência da Encíclica “Fides et Ratio” de João Paulo II, fazer avançar o diálogo entre a Fé e a Ciência.
Recorrendo ao método socrático e uma panóplia de metáforas que simplificam, no bom sentido, a sua exposição, o autor elabora uma nuvem bastante elegante e convincente de argumentos lógicos para aquele apontar para a existência de um Criador. Mesmo nas ocasiões em que a sua exposição se torna mais académica, a sua linguagem logra ser acessível a quem não é cientista nem filósofo.

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