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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Teólogos (2) | Jean Gerson

Depois de Pedro Canísio, retornamos no tempo, desde o século XVI até à charneira entre os século XIV e seguinte, para apresentar um extraordinário teólogo francês: Jean Charlier de Gerson. Chanceler da Universidade de Paris e teorizador da mística Cristã, a quem tentou conceptualizar com relativo sucesso, ficou famoso igualmente pelo seu papel no movimento conciliarista e pela proximidade do seu pensamento com algumas teorias do voluntarismo divino de William of Ockham.


Esforçou-se, ainda, elaborar um caminho contrário ao acima referido, isto é, introduzir alguma mística na teologia, tentando conferir a esta a uma dimensão psicológica inevitavelmente inseparável das experiências místicas tal como se pode ver na sua "De mystica theologia, speculativa et practica". De facto estimava que a teologia devia ser uma teologia afectiva que ensinava como a vontade do crente devia renunciar a si mesma para se identificar com a divina que dava a plena significação àquela sem, contudo e como se pode ver em "Admonitio de vita Christi", enveredar por um quietismo voluntarista.

Teólogo que segue, concomitantemente, a via negativa e a mística, Gerson preconiza, para a união com Deus, diversos preceitos: uns ascéticos e outros místicos que levam às mais frutuosas experiências contemplativas, a que chama de "scientia experimentalis". Estas devem ser acolhidas ao mesmo tempo que se recusam os fenómenos espirituais fora do comum porquanto estes, mais frequentemente, são ilusões fontes de equívocos que perturbam a caminhada espiritual.

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