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sábado, 18 de setembro de 2010

Colaboração

A verdadeira grandeza de Deus não é exaltada pela diminuição da real grandeza do homem. Esse é um erro de todos os tempos e de todos aqueles que pensam que aquelas opõem-se e que a afirmação de uma implica a redução da outra.

A verdade, porém, é outra. O Criador desejou, quis, deliberou, escolheu livremente que a humanidade colaborasse com Ele na realização do seu desígnio, no seu plano, na persecução do seu fito plenamente bondoso. Assim, a grandeza de Deus, apesar de não ser aumentada um átomo que seja na sua dimensão essencial, resplandece mais quando as criaturas assumem, de um modo igualmente livre, o seu papel naquele fito.

Deus dá-se de um modo gratuito ao longo da história de amor entre Si e a humanidade; cada ser humano, por seu lado, acolhe, de um modo ou de outro e em função das circunstâncias vitais em que vive e para as quais as suas opções colaboraram, aquela auto-doação divina condicionando, assim, a plena efectividade da doação do Criador. Este, com efeito, não força ninguém, mas espera, desejando ardentemente, que lhe abramos a porta do nosso coração para que, com a nossa colaboração, a sua presença possa, depois, frutificar devido ao seu próprio potencial.

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