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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Teólogos (1) | Pedro Canísio

Começamos hoje uma outra rubrica. Com ela pretendo falar, sempre brevemente, de alguns dos nossos irmãos que precedendo-nos dedicaram a sua vida à ciência teológica, ao estudo científico da história de amor entre o Criador e as suas criaturas, o estudo do longo noivado que culminou no matrimónio da Incarnação-Páscoa do nosso Senhor todo amoroso.


Principiamos com Peter Kanis, Pedro Canísio. Este jesuíta holandês do século XVI, o primeiro da sua pátria a entrar na Companhia de Jesus, foi um incansável apóstolo do Catolicismo nos países do centro da Europa. Conhecido, sobretudo, pela redacção dos seus catecismos - o "Grande Catecismo" e o "Pequeno Catecismo", versão reduzida daquele, publicados em latim e alemão -, através dos quais deseja refutar os princípios da Reforma Protestante de um modo análogo ao usado na sua actividade: com paciência, caridade e uso dos benefícios tecnológicos como a imprensa, pois, segundo ele, o progresso tecnológico pode e deve ser posto ao serviço do Reino.

Numa altura em que a afectividade já começava a sobrepor-se à intelecção, a sua posição pragmática e lógica para a devoção mariana católica é um exemplo de sobriedade ternurenta para aquela que deu à luz o Filho eterno de Deus incarnado. O amor àquela é, com efeito, fruto e consequência do amor a Este: ninguém ama um amigo sem se interessar verdadeiramente pela vida dos seus.

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