Desde há anos a esta parte um crescentemente aguerrido movimento "humanista" tem tentado, com grande azafama, denegrir a imagem dos crentes Cristãos mediante o ridicularizar da nossa fé. Fazem-no geralmente através da citação, fora do seu contexto histórico, textual e teológico, de micro-textos que, depois, interpretam de uma forma mecânica, fundamentalista e literal. Mas será que eles são genuínos humanistas ou hábeis manipuladores cheios de falsas pestanas verbais? Vejamos.
Desde logo eles rapidamente violam as suas próprias noções "humanistas" ao não mostrarem qualquer respeito humano pelas convicções dos seus oponentes. Isto, é evidente, de humano nada tem. A seguir consideram possuir o exclusivo da racionalidade, como se os Cristãos fossem pessoas desprovidas de sentido crítico ou, até, de razão e, assim, os únicos responsáveis por tudo o que de mal existe no planeta. Mais uma vez: de humano isto não tem nada.Depois usam, nas suas pueris argumentações, mais tácticas de retórica bombástica do que a lógica e o pensamento justo e rigoroso. Onde está o humano aqui? Por seu lado, ao rejeitarem o conhecimento "pelo testemunho", estão a recusar admitir uma evidência por demais clara: a maior parte do nosso conhecimento humano vem... do testemunho. Nenhum de nós pôde, ou pode, ou poderá verificar se Colombo chegou às Américas em 1492. Isso está presente nos livros de História, mas só acreditamos em tal por um acto de adesão ao que nos dizem. Se negarmos esta via de acesso à verdade, ficar-nos-á algum humanismo verdadeiro?
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