Não, não. Não se refere, o título deste post, a uma qualquer luta bélica. Refere-se a palavras de Leão XIII presentes na sua encíclica Sapientiae Christianae. Para este pontífice o cristão é alguém que não pode hesitar em seguir a vontade de Deus, reconhecida e aceite como tal pela sua consciência adulta, mesmo que isso o leve a ter que aceitar ser marginalizado pela sociedade. Por outras palavras: se os hábitos sociais contradisserem aquela vontade divina, «resistir -- diz Leão XIII -- torna-se um encargo positivo e, assim, obedecer a tais pressões do "mundo" uma ofensa». E a verdade é que, cada vez mais, as mais distintas sociedades estão a instituir convicções que são opostas à verdade do amor.
Para se saber quais forças sociais são opostas a tal amor, Leão XIII afirma que os Católicos devem «fazer um estudo aprofundado da doutrina Católica». Uma vez imbuídos desta, é dever dos Católicos «defendê-la com coragem discernida» sempre que as circunstâncias o exijam. Estas duas vertentes daquela "luta" têm sido esquecidas por muitos baptizados. Ao mesmo tempo que o Concílio Vaticano Segundo apresentou uma "planta arquitectónica" sobre a Igreja, muitos Católicos foram perdendo um sentido distinto sobre o que é a sua identidade Cristã. Mais paradoxalmente ainda, quando foi publicado o Catecismo da Igreja Católica, muitos mais pararam de estudar aquela doutrina. Leão XIII não esteve com pruridos. «Acobardar-se perante as forças que desejam que nos dissolvamos, sem identidade esclarecida, no meio dos não-crentes, ou guardar um silêncio cúmplice quando o Amor é atacado, não é ser Cristão». Palavras duras, sem dúvida, mas apenas para um Catolicismo de sofá, de comodidade aburguesada, de rendição perante aqueles que, com palavras vácuas e acções fortes, ofendem aquela verdade do amor. Vamos à "luta" com as armas do amor e da verdade?
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