Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Os sete cavaleiros da moral social

Tantos de nós arrepiam-se só de ouvir falar de moral. Mais ainda, talvez, de moral social católica. Mas talvez esteja na ocasião de conhecermos, de uma vez por todas, os sete cavaleiros da mesma. Isto é, os sete princípios estruturantes da nossa acção incarnada no mundo.

1) A nossa intervenção na sociedade tem na sua base a mais radical dignidade de todo o ser humano como um ser social infinitamente precioso aos olhos de um Deus que o cria à sua imagem; 2) Uma vez que a aceitação da Revelação e da Fé deve ser livre e voluntária, o contexto moral para a ordem social deve ser dado pela lei natural, isto é, pelos esteios de regulação da vida que podem ser aferidos pela razão; 3) A acção social deve estar sempre orientada para o bem comum da sociedade como um todo; 4) Devemos reconhecer, e dar a reconhecer, que uma sociedade saudável promove a propriedade privada no contexto do destino universal dos bens pois estes são um dom de Deus a toda a humanidade e não só a alguns.

5) A acção social, dentro do contexto que estamos a analizar, deve ser orientada pelo princípio de solidariedade, isto é, pela convicção profunda de que o "outro", para todos os efeitos, é parte intrinseca do "eu" e, desse modo, deve ser tido em conta em todas as minhas decisões e acções; 6) A acção social deve estar igualmente norteada pelo princípio da subsidiaridade que nos diz que cada instância social deve ser autorizada a fazer aquilo para que está capacitada sem ser, nessa sua acção, substituída por uma outra superior a si que, porém, tudo deve fazer para capacitar aquela para a sua intervenção; 7) Se assim é, é urgente reconhecer que as instituições intermediárias entre o estado e o individuo são absolutamente vitais para uma ordem social forte e fortalecida na medida em que estas enriquecem o conjunto social de uma forma de outro modo impossível.


Sem comentários: