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sábado, 15 de outubro de 2011

Mitos anti-católicos modernos

Já o sabemos. Dizem muitas coisas acerca do Catolicismo. Os media, cheios de jornalistas que se crêem estrelas de todo o saber, estão repletos de tais atestados do que é a Igreja Católica. Mas tais afirmações são, muitas das vezes, mais fruto de preconceitos do que de um conhecimento factual. Ao longo do ano que começa a estar a acabar fui anotando algumas das mais repetidas afirmações que denotam uma distorção, voluntária ou não, do que é o Catolicismo. Vejamos algumas que, pela sua boçalidade ignorante que gera uma nébula constituinte de verdadeiros mitos facilmente desmontados numa qualquer análise rigorosa da realidade, não merecerão sequer um comentário, mas apenas um suspiro de tristeza.


1) a Igreja Católica é misógina e abertamente contra as mulheres a quem abomina e persegue; 2) a maioria dos padres são pervertidos e/ou pedófilos que se servem da fragilidade das pessoas com que contactam; 3) o celibato é a causa de todos os escândalos sacerdotais em especial os ligados a comportamentos sexuais aberrantes; 4) os Católicos não pensam por si mesmos, mas seguem cegamente a opinião de uma autoridade eclesial externa à sua consciência; 5) a Igreja Católica é homofóbica e encoraja abertamente a descriminação das pessoas que decidem viver a sua sexualidade com outras do mesmo sexo;

6) a Igreja não permite o aborto e a contracepção para que existam mais pessoas para manipular e controlar; 7) a Igreja Católica abomina a sexualidade humana e tudo o que tem a ver com ela; 8) a Igreja Católica defende o direito à imigração para poder converter aqueles que vêm de "países não-católicos" ou para ficar do dinheiro que poderão fazer, em países mais desenvolvidos e economicamente pujantes, aqueles que vêm de "países católicos" mais pobres; 9) a doutrina da Igreja e as afirmações da ciência são totalmente incompatíveis pois a Igreja segue cegamente as afirmações, cientificamente erradas, de um livro escrito à milhares de anos; 10) a Igreja Católica está encapsulada no passado e é, desse modo, retrógrada e incapaz de ter algo a dizer ao mundo moderno.

5 comentários:

Anónimo disse...

caro amigo

sou cm, e o RST é um amigo em comum.

este post tem um mérito interessante, o facto de falar num assunto que poucas vezes é referido porque julgo eu ser mais forte ignorar que dar relevo.

comento por achar que te deva dizer que este texto teria outra utilidade se em vez de inumerar os "mitos" (nem tão injustos como isso, infelizmente...)referentes à igreja nos média um a um, os desmontasses todos, para melhor fundamentar a tua opinião.
desta forma fica incompleto, o que é uma pena.

Aquele Abraço
cm

Anónimo disse...

Olá,
Visitei este espaço porque vi o endereço num blog que visito diariamente.
Gostei do que vi até agora.
Tal como cm, acredito que estes mitos deveriam ser refutados.
Se achamos nos considerarmos Igreja estes mitos também são contra nós e por isso devemos derrubá-los, desmontá-los e mostrar o outro lada da Igreja.
Quem está de fora pode ter uma imagem errada, mas não será essa a imagem que passamos?
Que tal começar a mudar essa imagem de Igreja?
Que tal mostrar ao mundo a Igreja que Jesus instituiu?
é só uma opinião e a minha vale o que vale.
Shalom

Fernando disse...

Bom dia. Agradeço, caro CM e cara Carla Rocha, o vosso feedback. Normalmente sou muito reservado em publicar comentários, mas, como as vossas palavras iam ao encontro de uma ideia minha -- a de ir refutando, a pouco e pouco [gosto de posts pequenos... nos dias de hoje é raro que alguém possa despender muito tempo num blog... muito menos num tão ingénuo como este...], cada um destes mitos --, publiquei-os com muito gosto. O meu bem-haja para vós.

Anónimo disse...

vi este endereço num blog que diáriamente visito.
Não fiquei de todo admirada pelo que li simplesmente porque a igreja tem muitas leis e tem atitudes castradoras para muitas situações.
Eu já senti isso na pele.
Continuo a ter Deus como o meu centro e devo isso a alguém muito especial que me ensinou a sentir Deus de forma diferente.Não um Deus castigador mas um Deus AMOR sem limites.
No entanto também há limites......isto é mau demais.

Fernando disse...

Olá anónim@ das 15:50. Agradeço o seu feedback que aqui comento pois não sei se percebi bem as suas palavras.

Um Deus Amor sem limites, sem dúvida. Ou melhor: um Deus com os limites do amor: um Deus que não peca, que não mente, que não manipula, que não coage. O nosso agir também só deve ter os limites do amor: amar e amar mesmo os defeitos dos outros não para que eles continuem com tais defeitos mas para, sentindo-se amados com eles, terem a força para os mudar.