Eis mais uma das mais singulares pinturas de inspiração Cristã: A lamentação de Cristo de Andrea Mantegna completa numa data imprecisa no último quartel do século XVI. Esta têmpera sobre tela coloca o espectador, diante de uma vertiginosa perspectiva, aos pés, aos incrivelmente realistas pés perfurados, de um frio cadáver de Cristo colocado, sob um fino lençol que não disfarça o volume dos seus genitais, sobre a marmórea pedra de unção.
Nesta notável obra do renascimento italiano, à esquerda do cadáver de Cristo vêem-se três figuras: ao centro temos Maria, a enxugar as suas lágrimas com um lenço; ao seu redor encontram-se João Evangelista a chorar e com as mãos em pose de oração; e, ao fundo, a porção de um rosto semi-escondido que, com toda a probabilidade, será de Maria Madalena. À direita do referido cadáver vê-se um pequena porção do chão a conduzir para uma divisão escura. O local do repouso definitivo? ou o nosso mundo entregue, neste momento em que o seu Senhor começa a jazer deposto, à escuridão? Não há respostas definitivas.
Conservado actualmente na Pinacoteca de Bari, esta obra é um hino à humanidade de Cristo, o Filho do Homem, uma figura sem simbolismos pictóricos marcantes à excepção de uma ténue auréola ao redor da cabeça, deposta para a sua esquerda, de um cadáver pesado e aparentemente inchado de Jesus. Este último aspecto é apenas um dos que expressam o enorme sofrimento que Jesus padecera antes da morte. Junto com ele, as feridas eruptivas dos cravos nos pés e mãos, bem como as fixas rugas de dor cristalizadas no seu rosto, e, enfim, a tensa ferida da perfuração no seu lado direito, não nos permitem esquecer o peso do seu amor e do nosso pecado.
Nesta notável obra do renascimento italiano, à esquerda do cadáver de Cristo vêem-se três figuras: ao centro temos Maria, a enxugar as suas lágrimas com um lenço; ao seu redor encontram-se João Evangelista a chorar e com as mãos em pose de oração; e, ao fundo, a porção de um rosto semi-escondido que, com toda a probabilidade, será de Maria Madalena. À direita do referido cadáver vê-se um pequena porção do chão a conduzir para uma divisão escura. O local do repouso definitivo? ou o nosso mundo entregue, neste momento em que o seu Senhor começa a jazer deposto, à escuridão? Não há respostas definitivas.
Conservado actualmente na Pinacoteca de Bari, esta obra é um hino à humanidade de Cristo, o Filho do Homem, uma figura sem simbolismos pictóricos marcantes à excepção de uma ténue auréola ao redor da cabeça, deposta para a sua esquerda, de um cadáver pesado e aparentemente inchado de Jesus. Este último aspecto é apenas um dos que expressam o enorme sofrimento que Jesus padecera antes da morte. Junto com ele, as feridas eruptivas dos cravos nos pés e mãos, bem como as fixas rugas de dor cristalizadas no seu rosto, e, enfim, a tensa ferida da perfuração no seu lado direito, não nos permitem esquecer o peso do seu amor e do nosso pecado.

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